By: tudo jóia

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí, através do Projeto Gemas e Jóias, desenvolve diversas ações junto aos produtores de jóias de opala de Pedro II.

A instituição desenvolveu o projeto para Indicação Geográfica, IG, da Opala, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, INPI. A certificação vai contribuir para o reconhecimento internacional da pedra, bem como a ampliação do mercado no exterior.

A opala é destaque na economia de Pedro II, cidade localizada a 195 quilômetros ao norte de Teresina. Através da IG é possível reconhecer e proteger o nome geográfico de países, regiões ou localidades, e identificar produtos ou serviços típicos.

De acordo com Surlene Almeida, presidente da Associação de Joalheiros e Lapidários de Pedro II, Ajolp, a Indicação Geográfica servirá como impulso para a competitividade local. “Como a pedra só pode ser encontrada naquela região, e no interior da Austrália, essa certificação será de extrema importância para um maior reconhecimento do produto, pois terá selo e padrão de qualidade. Vai ser um impulso para a melhoria dos produtos e processos, bem como para o aumento do faturamento das empresas do setor, através de acesso a novos mercados”, destaca Surlene.

O consultor do Projeto Gemas e Jóias do Sebrae no Piauí, Marcelo Morais, garante que a opala é um produto local diferenciado, único, e que a IG servirá para fazer o link do produto com a sua origem, Pedro II. “Um comitê deve ser formado para selecionar as jóias e as pedras que devem receber o selo da IG. Essa seleção aprimora a qualidade da peças, e faz com que os produtores sejam mais rigorosos na produção”, afirma Morais.

A expectativa para o recebimento da IG é grande por parte dos empresários, pois o setor se mobilizou para conseguir cumprir todas as exigências e enviar a documentação exigida pelo INPI. “Se conseguirmos a certificação até dezembro, teremos maior e melhor produção, além do aumento do turismo na região, movimentando todos os setores como mineração, gastronomia e rede hoteleira”, afirma a vice-presidente da Ajolp, Áurea Brandão.

Apresentar a pedra com o certificado é melhor para o comprador e para o vendedor, pois o INPI é reconhecido mundialmente. Fixar a marca piauiense no mercado internacional através de divulgação em revistas científicas trará maior credibilidade à opala.

Em Pedro II, os turistas podem conhecer toda a cadeia de produção da pedra, desde a extração do minério até a loja. “É importante os visitantes conhecerem a produção, a segurança e o padrão com o qual trabalhamos. É esse circuito que agrega qualidade, eficiência e valor ao nosso produto”, acrescenta Áurea.

O diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda, diz que o registro além de necessário, é uma conseqüência de anos de trabalho e esforço para melhorar a qualidade da opala. “É um reconhecimento justo a essa cadeia produtiva”, declara.

A Indicação Geográfica da Opala irá distingui-la de qualquer outra opala produzida no mundo, identificando sua origem. A ela está conferido um diferencial de mercado, em função das características e da cultura própria do seu local de origem, preservando-lhe as suas belíssimas particularidades.

Fonte: Matéria publicada no site http://180graus.com

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