Brasil fabrica diamantes de laboratório

Reator para deposição de diamante CVD e nanotubos de carbono, no laboratório Dimare, da Unicamp. [Imagem: INPE/DIMARE
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil está desenvolvendo um projeto sobre a produção artificial de diamantes em laboratório, obtidos por deposição química, a partir da fase vapor do carbono.
Não serão propriamente os diamantes que a mítica Marilyn Monroe celebrava no filme “Os homens preferem as loiras” ao proclamar “os diamantes são os melhores amigos das mulheres” (Diamonds are a girl’s best friend), cujo valor comercial lhes advém da ausência de cor e impurezas.
Também não irão, provavelmente, acabar com os “diamantes de sangue”, o garimpo feito para subsidiar guerras com a venda de pedras, mais ou menos clandestinamente, no mercado de luxo internacional.
Joalharia, paixões e guerras à parte, o diamante de laboratório é mais acessível do que o natural e poderá beneficiar em especial os usos industriais, designadamente as ferramentas de corte ou perfuração de rochas e outros materiais de dureza equivalente.
Como se sabe, os diamantes naturais são formados em camadas profundas da esfera terrestre, quando estas são submetidas a alta pressão e temperatura elevada, num processo moroso, do qual resultam as minas de diamantes, cujos veios com alguma sorte surgem à superfície.
Quanto aos exemplares de laboratório mantêm característica semelhantes às dos encontrados na natureza, sendo também condutores térmicos, não possuem cor, são transparentes e brilham igualmente como estrelas.
Pedras direcionadas para uso industrial
O projeto “Novos materiais, estudos e aplicações inovadoras em diamante-CVD, diamond-like-carbon (DLC) e carbono nanoestruturado obtidos por deposição química a partir da fase vapor” daquele laboratório brasileiro pretende aumentar o conhecimento básico sobre diamantes produzidos artificialmente.
A equipa brasileira está trabalhando com carbono produzido por meio de técnicas de deposição química a partir da fase de vapor – um processo conhecido internacionalmente pela sigla CVD (Chemical Vapor Deposition).
O processo envolve a ativação de um gás, obtido através da alteração da temperatura, recorrendo ao uso de filamento aquecido de carbono para fazer um plasma.
O “crescimento” dos diamantes faz-se depois de depositado o plasma obtido após a utilização do gás reativo, processo conhecido pelas siglas diamante CVD, o DLC (diamond-like carbon) ou ainda para fabricar nanotubos de carbono.
Fonte: observatoriodoalgarve.com
| Ofertas Relacionadas | ![]() Teste De Diamantes Mais info» R$ 150.00 até 18x de 11.25 | ![]() Lindo Diamante Branco 40 Pontos , Vs2, Cor G !!! Mais info» R$ 710.00 até 18x de 53.25 |
|---|---|
| Vitrine TUDO JÓIA |
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por J.Senior em 14 de janeiro de 2012 às 0:01, e está arquivado em Cristais, Curiosidades, Gemas. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |
Share Your Opinions.
and if you want a picture to show with your comment, then get Gravatar !















