Como o Gemólogo identifica uma gema ?
Com o uso de vários equipamentos, ele medirá propriedades físicas da pedra, através de exames não-destrutivos, isso é, que não danificam o material examinado.
Com um polariscópio, ele verá se a gema é isótropa ou anisótropa. Gema isótropa é aquela que a luz atravessa com mesma velocidade, seja em que direção for, como as granadas, o diamante, a fluorita e o espinélio. A maioria das pedras preciosas são anisótropas, ou seja a luz as atravessa com uma velocidade que varia conforme a direção.
Com um refratômetro, ele medirá a principal propriedade da gema, que é o índice de refração. Cada gema tem um valor para esse índice (se for isótropa) ou um intervalo de variação (se for anisótropa).
As gemas anisótropas podem mostrar uma cor quando olhada numa direção e outra cor ou outro tom da mesma cor quando olhada em direção diferente daquela (fenômeno chamado pleocroísmo). Mas, essas diferenças são tão sutis que não se consegue perceber a olho nu.
O dicroscópio, um pequeno instrumento de uns 5cm de comprimento, mostra essa variação, se houver, exibindo as duas cores, lado a lado.
A existência ou não de fluorescência e fosforescência é determinada através de lâmpada de luz ultravioleta.
Lâmpada de luz ultravioleta – Essas duas propriedades são, como outras, insuficientes para identificar uma gema, mas auxiliam, complementando o exame.
Com líquidos pesados (bromofórmio, iodeto de metileno, entre outros), o gemólogo pode determinar a densidade da gema, propriedade importante na sua identificação e que ajuda a distinguir as diferentes espécies de granada, por exemplo.
Os refratômetros não costumam medir índices de refração muito altos, como o do diamante. Para identificar então essa importante gema, há aparelhos específicos, chamados condutivímetros.
Condutivímetro – Eles medem a condutividade elétrica ou térmica da gema e informam, num visor, se é diamante, zircônia cúbica, ou outra imitação.
Para distinguir especificamente uma esmeralda de outras gemas verdes, há um dispositivo chamado filtro de Chelsea. Vista através dele, a esmeralda fica vermelha, enquanto as demais gemas verdes (com duas exceções) continuam verdes.
Para identificação de gemas sintéticas, usa-se o microscópio gemológico, no qual o gemólogo procura ver as inclusões (imperfeições) eventualmente existentes, e feições como bolhas de ar, linhas de crescimento, etc.
Os filtros de Hanneman são usados para várias gemas. Um identifica gemas de cor vermelha; outro, as de cor azul; outro as diferentes esmeraldas sintéticas; etc.
Fonte: Conselho em Revista – Ano VI | Nº 65 | janeiro 2010 – Publicação mensal do CREA-RS – Pag. 33
Texto de: Pércio de Moraes Branco - Geólogo
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| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por J.Senior em 24 de janeiro de 2012 às 12:06, e está arquivado em Cristais, Curiosidades, Gemas, Pedras. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |
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